07/06 às 08h25
EPÍGRAFE
Nota da assessoria do deputado estadual Manoel Queiroz (PPS), questionando suposta irregularidade na compra de milhares de cestas básicas pela Secretaria do Trabalho e da Assistência Social (Setas).
Na prática, a relatoria sai das mãos de um governista e passa para um oposicionista, ou, antes, aliado de Gaguim e Marcelo. Contudo, antes que se emita qualquer prejulgamento, Pugliese garantiu ao blog transparência total na avaliação do caso, e que não vai isentar quem por acaso tiver feito malversação de dinheiro público, como também não condenará quem for inocente.
Pugliese disse ainda que o processo será rápido, mas, avisou, essa rapidez não pode atrapalhar a legalidade. Por isso, explicou, não pode definir em quanto tempo o plenário estará julgando o caso.
Absolutamente nada
O relator contou que o processo não conta ainda com nenhum parecer, ainda que já tenha tido dois relatores - além do último, Jorge Frederico, também Osires Damaso (DEM). "Não foi feito absolutamente nada", afirmou Pugliese.
Então, agora o deputado pretende concluir a leitura de todo o processo e, em seguida, abrir espaço para manifestação por escrito de Marcelo e Gaguim. Depois, caso os dois gestores queiram, Pugliese vai promover uma audiência pública com a participação dos dois, quando os deputados poderão tirar todas as dúvidas e os ex-governadores terão espaço para se defenderem. "O povo do Tocantins tem o direito de saber o que foi feito e a Assembleia tem a obrigação de votar", defendeu o relator do caso e presidente da comissão.
Preparo e responsabilidade, e sem ceder à pressão
Pugliese disse que evocou para si a missão de relator desse processo por entender que a responsabilidade é muito grande, principalmente por proximidade de um período eleitoral, considerando, inclusive, que os dois ex-governadores são adversários politicos do governo Siqueira Campos (PSDB). "Me sinto preparado, tenho cultura suficiente para entender o que é certo e o que é errado nessa questão e farei somente o que preconiza a legislação", garantiu o deputado, que prometeu, por fim, um relatório isento, sem ceder a qualquer tipo de pressão.
Dessa forma, com a declaração dele de que Amastha conta com sua parceria política e administrativa, Amastha quis responder à pergunta da presidente do PCdoB do Tocantins, Fátima Dourado, se o prefeito realmente tem influência no Comitê Central. Porque o Paço Municipal garante que as conversas de Amastha com os camaradas não se dão via Tocantins, mas via Brasília.
Para ele, a convenção que vai ser convocada para outubro, provavelmente, deveria ser diferenciada, com ampla participação dos filiados nos municípios, "para que o peemedebismo fale". "Nós temos que 'desparlamentarizar' o processo decisório, que hoje se limita a alguns parlamentares", criticou Derval.
O ex-vice-prefeito da Capital afirmou que essa história de que um pequeno grupo conduz o partido para onde quer não dá certo e não é verdadeiro. "Quem tentou deu com os burros n'água, e a história mostra isso", ensinou.
Derval se lembrou do fracasso da candidatura a prefeito de Palmas do hoje deputado estadual José Augusto Pugliese em 1996; do apoio forçado do PMDB, pelo governo Marcelo Miranda, à candidatura de Nilmar Ruiz (PEN) contra Raul Filho (PT), também à Prefeitura de Palmas, em 2008; e do fatídico apoio do partido ao candidato Marcelo Lelis (PV) no ano passado. "O peemedebismo existe, existe, sim. Se querem uma sigla, tudo bem, mas o PMDB é mais que um sigla, tem um espírito, o peemedebismo, e isso está provado pela história", avisou o cacique.
Ele concluiu com mais uma "prova" do espírito do PMDB, a eleição de Ulysses Guimarães a presidente em 1989. O único Estado em que o "Velhinho" não veio foi o Tocantins, mas foi o único em que Ulysses ficou em segundo lugar, perdendo apenas para o vitorioso daquela eleição, Fernando Collor de Melo. "O PMDB tem que dar ouvidos ao peemedebismo", aconselhou Derval.
Aliados do presidente regional do PMDB, deputado federal Júnior Coimbra, afirmaram que o partido não é aliado do Palácio Araguaia, mas também não "demonizará" o siqueirismo. Segundo eles, o PMDB conversará com todos: senadora Kátia Abreu (PSD), prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), e também com o governo e seus pretensos candidatos.
Essas fontes ligadas a Coimbra refutam pecha de "vendilhões do PMDB" que os opositores internos disseminam por todo o Estado. Muito pelo contrário. Eles garantem que o grupo do presidente do partido não anda nada satisfeito com o Palácio Araguaia. Eles admitem que tentaram ingressar no governo durante a discussão da reforma administrativa, no início do ano. Essa ala do PMDB queria três secretarias e ainda tentou emplacar a volta do suplente Ricardo Ayres para a Assembleia. Não conseguiu nem uma coisa, nem outra, e a relação entre governo e partido esfriou.
Nada de documento
Apesar de o grupo do presidente do PMDB, deputado federal Júnior Coimbra, já comemorar o susposto acordo que teria posto fim à reabertura do processo de intervenção no diretório regional do Tocantins, seus adversários internos cobram algum documento que comprove isso, ainda que admitam que houve a reunião entre o líder tocantinense com o presidente nacional, Valdir Raupp (RO), com o relator do caso, deputado Lelo Coimbra (ES), e com o líder da sigla na Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (RJ).
Os próprios aliados de Coimbra têm dito que realmente não há nenhum documento, porém, uns dizem que ele será elaborado nos próximos dias, outros garantem que a direção nacional vai tirá-lo da próxima reunião da executiva.
O fato é que a única coisa concreta que existe até agora é o ato de Raupp reabrindo o processo de intervenção. Nessa quinta-feira, 6, o CT passou o dia tentando uma confirmação oficial do diretório nacional, que enrolou, passou de um para outro, e ninguém falou nada.
Que está estranho, isso está!
Essas fontes ligadas a Coimbra refutam pecha de "vendilhões do PMDB" que os opositores internos disseminam por todo o Estado. Muito pelo contrário. Eles garantem que o grupo do presidente do partido não anda nada satisfeito com o Palácio Araguaia. Eles admitem que tentaram ingressar no governo durante a discussão da reforma administrativa, no início do ano. Essa ala do PMDB queria três secretarias e ainda tentou emplacar a volta do suplente Ricardo Ayres para a Assembleia. Não conseguiu nem uma coisa, nem outra, e a relação entre governo e partido esfriou.
Nada de documento
Apesar de o grupo do presidente do PMDB, deputado federal Júnior Coimbra, já comemorar o susposto acordo que teria posto fim à reabertura do processo de intervenção no diretório regional do Tocantins, seus adversários internos cobram algum documento que comprove isso, ainda que admitam que houve a reunião entre o líder tocantinense com o presidente nacional, Valdir Raupp (RO), com o relator do caso, deputado Lelo Coimbra (ES), e com o líder da sigla na Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (RJ).
Os próprios aliados de Coimbra têm dito que realmente não há nenhum documento, porém, uns dizem que ele será elaborado nos próximos dias, outros garantem que a direção nacional vai tirá-lo da próxima reunião da executiva.
O fato é que a única coisa concreta que existe até agora é o ato de Raupp reabrindo o processo de intervenção. Nessa quinta-feira, 6, o CT passou o dia tentando uma confirmação oficial do diretório nacional, que enrolou, passou de um para outro, e ninguém falou nada.
Que está estranho, isso está!
A postura de Cunha pode ter sido em defesa de um colega deputado, mas o líder se esqueceu que tinha outro companheiro na Casa envolvido no mesmo episódio, Osvaldo Reis.
Osvaldo, do grupo do ex-governador Marcelo Miranda, disse ao blog que procurou Eduardo Cunha para conversar na manhã dessa quinta-feira, 6. Ele contou que disse ao líder que havia ingerência no partido e ainda que esperava neutralidade de Cunha nesse processo. "Disse que não quero que fique de lado A ou B, mas que as coisas sejam feitas para beneficiar o PMDB do Tocantins", relatou Osvaldo.
O parlamentar tocantinense ainda falou a Cunha que entende que Júnior Coimbra o apoiou e foi importante na sua eleição para líder do PMDB em fevereiro, mas disse que ele, Osvaldo, também teve seu papel naquele processo.
O deputado também afirmou ao líder do partido na Câmara que não tem nada contra o presidente do PMDB do Tocantins, Júnior Coimbra. Conforme Osvaldo, Eduardo Cunha entendeu a mensagem e garantiu que não vai mais interferir na disputa do Estado.
Conforme o vereador, a bancada governista esvaziou a sessão na terça-feira, 4, para não votar a urgência do requerimento e nessa quinta-feira, 6, a situação argumentou que a urgência perdeu o sentido porque as fitas já haviam sido adquiridas. Iratã avisou que vai verificar in loco nas unidades se realmente o material foi adquirido, pois, segundo ele, até quarta-feira, 5, ainda estava em falta. "Fica comprovada a negligência e a incompetência da cúpula que comandava a Saúde e que foi mesmo demitida e não tirou férias como afirmaram inicialmente”, disparou o parlamentar numa referência à exoneração do ex-secretário de Saúde Walter Balestra e assessores diretos.
Já está resolvido
O líder do governo na Câmara, vereador Joel Borges(PMDB), garantiu ao blog que o plenário não foi esvaziado por uma manobra, na terça-feira, mas por conta da volta do vereador Valdemar Júnior (PSD), que ocupou por 25 minutos a tribuna, e também porque houve reuniões de comissões para adiantar projetos que estam tramitando na Casa. E, segundo ele, a urgência não foi aceita nessa quinta-feira porque o problema já tinha realmente sido resolvido. "Se não tivesse, eu votaria a favor porque se trata de saúde pública, assim, não importa se é um ato favorável ou contrário ao governo. Mas não foi isso, o caso está resolvido", reforçou Joel.
07/06 às 07h39
MOÇÃO DE APLAUSOS
07/06 às 07h32
QUESTÃO DE ORDEM
Foto: Divulgação

Nenhum representante do governo do Tocantins participou da abertura oficial da 41ª Expo Gurupi, na noite de quarta-feira, 5. Não se sabe se tem alguma relação, mas a solenidade contou com a participação de fortes adversários do Palácio Araguaia, como a deputada federal Josi Nunes e o ex-governador Marcelo Miranda, ambos do PMDB. Contudo, no discurso, o presidente do Sindicato Rural de Gurupi, Mauro Carlesse, agradeceu a parceria do governador Siqueira Campos (PSDB) e da presidente da CNA e Faet, senadora Kátia Abreu (PSD). Também estiveram presentes o prefeito de Gurupi, Laurez Moreira, e o ex-secretário de Indústria e Comércio do governo Marcelo, Eudoro Pedrosa.
Nenhum representante do governo do Tocantins participou da abertura oficial da 41ª Expo Gurupi, na noite de quarta-feira, 5. Não se sabe se tem alguma relação, mas a solenidade contou com a participação de fortes adversários do Palácio Araguaia, como a deputada federal Josi Nunes e o ex-governador Marcelo Miranda, ambos do PMDB. Contudo, no discurso, o presidente do Sindicato Rural de Gurupi, Mauro Carlesse, agradeceu a parceria do governador Siqueira Campos (PSDB) e da presidente da CNA e Faet, senadora Kátia Abreu (PSD). Também estiveram presentes o prefeito de Gurupi, Laurez Moreira, e o ex-secretário de Indústria e Comércio do governo Marcelo, Eudoro Pedrosa.
07/06 às 07h23
RECESSO
PRAGMATISMO - O presidente regional do PPL, Abraão Lima, disse que o partido fará filiações na primeira semana de julho, na Câmara de Palmas. O principal líder do partido é o suplente de senador João Costa, que ficou no lugar de Vicentinho Alves (PR) até maio no Senado. Abraão revelou que a legenda será pragmática na escolha de seus apoios e que definirá primeiro suas chapas de estadual e federal para despois discutir quem apoiará para o governo. A legenda fala em fazer dois deputados estaduais no ano que vem.
PRONATEC ARAGUAÍNA - A presidente da CNA/Faet/Senar, senadora Kátia Abreu, faz nessa sexta-feira, 7, às 8 horas, a inauguração da sede do Pronatec Araguaína, que pretende atender cerca de mil alunos da região.
MUITO RUIM - Em recente reunião com empresários, o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), afirmou que o transporte coletivo da Capital é muito ruim e como está, garantiu, não vai ficar. Amastha disse que já antevê os ônibus rodando com ar-condicionado.
Por trás da saída do médico Walter Balestra da Secretaria de Saúde de Palmas e do relacionamento do governo Carlos Amastha (PP) com o PCdoB, aliado do prefeito nas campanhas eleitorais de 2012, existe uma delicada disputa pelo comando comunista no Tocantins. De um lado está a atual presidente do Comitê Estadual, Fátima Dourado, e seu grupo, e do outro, o ex-presidente Davis Miranda de Souza, também importante aliado de Amastha nas eleições do ano passado. O camarada Davis hoje é superintendente de Articulação Metropolitana, da Secretaria de Governo do município. Conforme o blog apurou, ele não concordou com a forma como foi apeado do comando do Partidão pela atual presidente e seu grupo no início de 2013. "Houve uma situação que não é normal do PCdoB", admitiu Davis, sem entrar nos detalhes. Já Fátima Dourado contou que recebeu 18 dos 22 votos para estar hoje na presidência estadual.
Não passa pelo Tocantins
De toda forma, a relação do governo com PCdoB não passa pelo Tocantins, mas se dá diretamente com o Comitê Central, em Brasília. "É o que eles dizem", admitiu, ainda que incrédula, Fátima, com o "eles" se referindo ao governo Amastha. Entre o governo da Capital e a direção nacional do Partidão está um ex-comunista, o agora pepista Tiago Andrino. O hoje secretário de Governo foi dirigente do PCdoB em seu passado de comunista, e ainda mantém fortes laços com importantes dirigentes do Comitê Central. Através dessa relação, Andrino trouxe João Braga para ser seu secretário executivo. Um camarada que tem no currículo altos cargos diretivos no PCdoB de Santa Catarina e São Paulo. Outro camarada que Andrino trouxe para trabalhar com ele, e que estava em missão comunista, pela União da Juventude Socialista (UJS), em São Paulo, foi o ex-líder estudantil do Tocantins Emival Dalat.
Secretário do Comitê Central em Palmas
Para discutir a situação interna do partido e a relação com o governo Amastha, o secretário executivo do Comitê Central, Walter Sorrentino, estará em Palmas semana que vem. Fátima Dourado disse ao blog que os dois lados da disputa solicitaram a presença dele. "Ele vem para conversar sobre essa relação [governo Amastha/PCdoB]. O PCdoB nacional tem interesse em esclarecer e melhorar essa relação", afirmou Fátima.
Bem contemplado
Davis garantiu ao blog que, em termos de ocupação de espaço no governo Amastha, o PCdoB não pode reclamar. Além dele, Dalat e Braga, o partido ainda contava até esta semana com uma das principais secretarias, a de Saúde, e quadros atuando na Educação e nos Esportes. Davis lembra que, apesar de ter apoiado o ex-prefeito Raul Filho (PT), em suas duas eleições (2004 e 2008), o PCdoB nunca ocupou tanto espaço no Paço Municipal. Ele lembrou que na última gestão do petista havia apenas ele de comunista, que ocupava uma diretoria.
Conselho político
Já Fátima Dourado disse que não discute a participação do PCdoB no governo Amastha, mas afirmou que o partido defende a formação de um conselho político para que os debates de interesse da sociedade sejam mais amplos. E o prefeito, segundo ela, não ouvido esta reivindicação.
Fátima contou ao blog que convidará Walter Balestra ainda esta semana para esclarecer a saída do ex-secretário da administração Amastha.
Não passa pelo Tocantins
De toda forma, a relação do governo com PCdoB não passa pelo Tocantins, mas se dá diretamente com o Comitê Central, em Brasília. "É o que eles dizem", admitiu, ainda que incrédula, Fátima, com o "eles" se referindo ao governo Amastha. Entre o governo da Capital e a direção nacional do Partidão está um ex-comunista, o agora pepista Tiago Andrino. O hoje secretário de Governo foi dirigente do PCdoB em seu passado de comunista, e ainda mantém fortes laços com importantes dirigentes do Comitê Central. Através dessa relação, Andrino trouxe João Braga para ser seu secretário executivo. Um camarada que tem no currículo altos cargos diretivos no PCdoB de Santa Catarina e São Paulo. Outro camarada que Andrino trouxe para trabalhar com ele, e que estava em missão comunista, pela União da Juventude Socialista (UJS), em São Paulo, foi o ex-líder estudantil do Tocantins Emival Dalat.
Secretário do Comitê Central em Palmas
Para discutir a situação interna do partido e a relação com o governo Amastha, o secretário executivo do Comitê Central, Walter Sorrentino, estará em Palmas semana que vem. Fátima Dourado disse ao blog que os dois lados da disputa solicitaram a presença dele. "Ele vem para conversar sobre essa relação [governo Amastha/PCdoB]. O PCdoB nacional tem interesse em esclarecer e melhorar essa relação", afirmou Fátima.
Bem contemplado
Davis garantiu ao blog que, em termos de ocupação de espaço no governo Amastha, o PCdoB não pode reclamar. Além dele, Dalat e Braga, o partido ainda contava até esta semana com uma das principais secretarias, a de Saúde, e quadros atuando na Educação e nos Esportes. Davis lembra que, apesar de ter apoiado o ex-prefeito Raul Filho (PT), em suas duas eleições (2004 e 2008), o PCdoB nunca ocupou tanto espaço no Paço Municipal. Ele lembrou que na última gestão do petista havia apenas ele de comunista, que ocupava uma diretoria.
Conselho político
Já Fátima Dourado disse que não discute a participação do PCdoB no governo Amastha, mas afirmou que o partido defende a formação de um conselho político para que os debates de interesse da sociedade sejam mais amplos. E o prefeito, segundo ela, não ouvido esta reivindicação.
Fátima contou ao blog que convidará Walter Balestra ainda esta semana para esclarecer a saída do ex-secretário da administração Amastha.
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