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segunda-feira, 17 de junho de 2013

A PRIMAVERA DA LIBERDADE BRASILEIRA CHEGOU!

17/06/2013 12h39 - Atualizado em 17/06/2013 13h24

Grupo informará à PM trajeto antes 

Eles disseram que irão definir caminho no momento da manifestação.
Polícia prometeu não usar balas de borracha durante atos em SP.

Kleber Tomaz e Tatiana SantiagoDo G1 São Paulo
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Representantes do movimento que realiza os protestos contra o aumento das tarifas de transporte público em São Pauloprometeram acertar o trajeto a ser percorrido e informar à Polícia Militar antes do início da manifestação marcada para a tarde desta segunda-feira (17) na Zona Oeste de São Paulo, segundo o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella.
A reunião entre a cúpula da segurança e os manifestantes ocorreu das 10h30 às 11h50 na sede da secretaria, no Centro de São Paulo. Os representantes do movimento disseram ter recebido a promessa de que não serão utilizadas balas de borracha durante o protesto.
Jornalistas reunidos para ouvir manifestantes na saída da secretaria (Foto: Tatiana Santiago/G1)Jornalistas reunidos para ouvir manifestantes na
saída da secretaria (Foto: Tatiana Santiago/G1)
"Nós gostaríamos que esse trajeto nos fosse passado para que nós pudéssemos divulgá-lo e a população se precavesse e fizesse caminhos alternativos. Mas ficou acordado que os organizadores vão definir o trajeto e informá-lo no momento do movimento para a Polícia Militar. E ficou acordado que teremos oficiais da PM com os líderes do movimento monitorando e dando a definição dos trajetos para a polícia fazer o acompanhamento", disse o secretário em entrevista ao SPTV.
Participaram da reunião o secretário Fernando Grella, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, o delegado-geral, Mauricio Blazek, o padre Julio Lancelotti, o promotor de Habitação e Urbanismo Maurício Ribeiro Lopes, o promotor de Direitos Humanos Eduardo Valério, integrantes da ONG Educafro e representantes do movimento que organiza os protestos.
A manifestante Mayara Vivian, uma das líderes do movimento contra o aumento das tarifas, disse que o governo de São Paulo se comprometeu a não repetir "o cenário de guerra" da última quinta-feira (13). "A secretaria estadual prometeu que a Polícia Militar não vai repetir o cenário de guerra como a gente teve, garantiu que não haverá prisões preventivas, que era uma coisa típica da ditadura, como a gente teve nos outros atos", disse.
A polícia vai se esforçar para que movimento seja pacífico e ordeiro"
Fernando Grella
O promotor Maurício Ribeiro Lopes afirmou que, como representante do Ministério Público, fez uma ponderação para que os manifestantes evitem a Avenida Paulista, por causa dos muitos hospitais presentes na região. Apesar disso, o secretário Grella informou que passagem do protesto pela Avenida Paulista não será impedida.
Lopes afirmou que, pelo que foi conversado na reunião, a expectativa é que o ato ocorra de forma pacífica. “Ficou acordado que a PM fará a segurança dos manifestantes e não contra os manifestantes”, completou. O secretário também disse que espera uma manifestação pacífica. "A polícia vai se esforçar para que o movimento seja pacífico, ordeiro, e para que não prejudique a população."
Procedimentos
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e a cúpula da segurança orientaram a Polícia Militar a agir, durante as manifestações, somente em caso de provocação e vandalismo. Os policiais também estão proibidos de usar balas de borracha. "As tropas não estarão equipadas com esse tipo de equipamento", disse Grella.
Além disso, os jornalistas que trabalharem durante a manifestação serão identificados com coletes. Grella disse que a proposta não foi da Secretaria da Segurança, mas uma sugestão do próprio sindicato da categoria. A Tropa de Choque não estará no local, mas ficará pronta se precisar agir, afirmou o secretário. Policiais militares que retiraram identificação de nomes podem sofrer sanção disciplinar.
A secretaria estadual prometeu que a Polícia Militar não vai repetir o cenário de guerra"
Mayara Vivian
O secretário informou que revista é feita sempre sobre a supervisão de um oficial e dentro dos parâmetros legais, como quando a pessoa é considerada suspeita. Ele afirmou condenar agressões de policiais e que as irregularidades serão apuradas. "As diretrizes que nós demos é que a PM faça o acompanhamento e liberação do trânsito", disse. "No entanto, quem tem o comando operacional é o comando da PM", ressaltou.
O secretário garantiu que "ninguém vai ser preso por portar vinagre", quando questionado sobre prisões arbitrárias, inclusive de jornalistas que portavam o líquido em protestos anteriores para amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo.
Trajeto
Antes da reunião, os representantes do movimento já tinham declarado, durante coletiva à imprensa, que não iriam divulgar o trajeto dos protestos. “O que a gente quer negociar não é o nosso trajeto. Isto, na verdade, não deveria interessar a eles [Prefeitura e governo do estado]. O importante não é o trajeto, mas é o destino. O destino é claro, único, objetivo e específico: é revogar o aumento”, afirmou o estudante de história Caio Martins.
Quando questionado se a divulgação do trajeto poderia evitar transtornos à população que não faz parte do protesto, o grupo disse que a pergunta era “irônica”. “Não é a gente que está fazendo São Paulo parar. São Paulo já está parada. Fechar uma rua hoje é abrir um caminho amanhã”, disse Rafael Siqueira.
Em relação aos atos de violência provocados pelos manifestantes, o movimento voltou a dizer que não é o único grupo que participa e que não tem controle sobre a manifestação. “A gente não é dono da manifestação. Se tem alguém que pode controlar a revolta é o prefeito e o governador, revogando a tarifa”, afirmou Siqueira.

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