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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Conselho Nacional do Ministério Público afasta Demóstenes por mais 60 dias

06/06/2013 - 15h22

Conselho Nacional do Ministério Público afasta Demóstenes por mais 60 dias

RAUL MONTENEGRO
DE SÃO PAULO
O Conselho Nacional do Ministério Público decidiu afastar o procurador de Justiça e senador cassado Demóstenes Torres de suas funções no Ministério Público de Goiás por mais 60 dias.
Ele foi promotor e procurador de Justiça em Goiás antes de ser eleito senador, e havia voltado ao cargo depois da cassação.
A decisão, do dia 28 de maio, é da relatora do caso Demóstenes no conselho, Claudia Chagas, e ainda precisa ser referendada pelo plenário do órgão.
Andre Borges-6.jul.12/Folhapress
O ex-senador Demóstenes Torres, cassado no ano passado
O ex-senador Demóstenes Torres, cassado no ano passado
Este não é o primeiro afastamento de Demóstenes depois de reassumir o posto. Sua remoção anterior perderia a validade em 1º de junho, três dias depois de proferida a decisão. O ex-senador está longe do cargo desde o ano passado.
Apesar disso, ele continua recebendo pela função. No mês passado, sua remuneração bruta, contando salário e outros rendimentos, superou os R$ 40 mil.
Em abril, o Conselho Nacional do Ministério Público decidiu que Demóstenes tem direito à vitaliciedade ao cargo de procurador de Justiça no Ministério Público de Goiás. Com isso, o órgão não poderá demiti-lo no processo administrativo no qual investiga a sua relação com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Agora, para que ele seja demitido do cargo, seria preciso uma decisão da Justiça. A pena máxima que o próprio órgão pode aplicar a Demóstenes é a aposentadoria compulsória.
HISTÓRICO
Em julho de 2012, o Senado cassou o mandato de Demóstenes por 56 votos a 19. O ex-parlamentar é acusado de mentir sobre suas relações com Carlinhos Cachoeira e de usar seu cargo para beneficiar os negócios do empresário.
Até a decisão final, ele tentou convencer os senadores de que falou a verdade sobre sua ligação com Cachoeira, de quem disse ser apenas amigo.
Folha tentou entrar em contato com o advogado de Demóstenes, Neilton Cruvinel Filho, na tarde desta quinta-feira (6), sem sucesso.

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