Banners VaP

sábado, 15 de junho de 2013

De olho em 2014, Campos e Dilma se aproximam do movimento sindical-EDUARDO CAMPOS É CABO ELEITORAL DE DILMA,ESTÁ APENAS ENSAIANDO

De olho em 2014, Campos e Dilma se aproximam do movimento sindical

Governador de Pernambuco se reúne com Força Sindical; presidente promove encontros com centrais seguindo conselho de Lula

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Político do PSB tem buscado aproximação com centrais sindicais(Gustavo Miranda/Agência O Globo)
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), inicia nesta semana uma maratona para se aproximar do movimento sindical. A distância entre seu partido e as centrais sindicais é considerada pelas lideranças do PSB como uma das principais deficiências para consolidar o nome do governador como figura nacional - e também como um possível candidato na corrida presidencial.
Nesta segunda-feira, no Recife, o governador deve receber a direção nacional da Força Sindical, segunda maior central do país. Oficialmente, a pauta prevê uma conversa sobre a batalha que está sendo travada entre o governo Dilma Rousseff e os trabalhadores do setor portuário, representados principalmente pela Força. Mais do que discutir portos, porém, o encontro é uma tentativa de início de uma relação política.
No final do mês, Campos deve desembarcar em São Paulo para novo encontro com a Força. Durante um encontro nacional de dirigentes da central, vai apresentar suas ideias sobre os rumos do Brasil. "Se o PSB tem um calcanhar de Aquiles, com certeza é o movimento sindical. Essa sempre foi nossa dificuldade", diz o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral. "Isso precisa ser superado."
A proximidade maior do PSB é com a Central de Trabalhadores do Brasil (CTB), quarta maior do País, com 624 sindicatos e 694.000 associados - para efeito de comparação, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), próxima ao PT,tem 2.172 sindicatos e 2,7 milhões de filiados.
O encontro com Campos interessa ao presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP). Isolado pelo Planalto, ele tem dado sinais de que pretende afastar o PDT da base governista. Paralelamente, também participa da gestação de um novo partido, oSolidariedade
Dilma - Já a presidente Dilma Rousseff seguiu o conselho de seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, e iniciou um processo de reaproximação com as centrais sindicais. A agenda presidencial evidencia a nova estratégia: após dois anos sem muito espaço para reuniões com sindicalistas, Dilma tem tido agora uma série de encontros do gênero.
Só na semana passada, recebeu dois presidentes de centrais sindicais - Vagner Freitas, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores (UGT). No dia 12 ela deve participar da inauguração da nova sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, filiado à UGT e representante de um setor com cerca de 400.000 trabalhadores. A data foi acertada diretamente entre o Planalto e os organizadores.
Paralelamente, o Planalto está reunindo ministros de diferentes áreas para analisar as principais reivindicações dos trabalhadores e verificar quais podem ser atendidas a curto prazo. De acordo com alguns líderes sindicais, o governo corre para fazer o anúncio de alguma "boa novidade" até o Dia do Trabalho, comemorado em 1.º de maio.
(Com Estadão Conteúdo)

Nenhum comentário:

Postar um comentário