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segunda-feira, 17 de junho de 2013

EDUARDO SIQUEIRA É INVEJOSO,MALDOSO E PERSEGUIDOR E ALÉM DO MAIS MENTIROSO

duardo Siqueira admite que aliado tem mais benefícios, alfineta Marcelo e diz que é alvo de "muitas maldades, inveja e ciúmes"

secretário estadual de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos (PSDB), é o entrevistado desta semana da seção Entrevista em 3 Pontos. Ele admitiu que os deputados estaduais que "se relacionam bem" com o governo do Estado "conseguem mais benefícios para as suas iniciativas", e disse que o governo federal faz a mesma coisa.

Sobre a crise do PMDB, da qual, ainda que indiretamente, é um dos pivôs, Eduardo afirmou que "todo e qualquer candidato lutará para ter o apoio do PMDB". Disse que tem uma relação respeitosa com o presidente regional do partido, deputado federal Júnior Coimbra, mas que os dois se entenderam apenas para as eleições municipais do ano passado.

O secretário ainda deu uma alfinetada no ex-governador Marcelo Miranda (PMDB). "Os autênticos do PMDB sabem quem usou o palanque do partido para se eleger, deixou o partido para ser governo e voltou ao PMDB apenas quando precisou da legenda", disse. Marcelo e seu pai, o ex-secretário estadual de Infraestrutura Brito Miranda, se aliaram ao governador Siqueira Campos (PSDB) nas eleições de 1994. Marcelo, então, deixou o PMDB, ao qual voltou somente em 2005, depois de romper com Siqueira.

Sobre a crítica do deputado estadual Freire Júnior (PSDB), para quem Eduardo não será candidato por impedimento constitucional ou pela forma com que está fazendo política, o secretário disse que, no aspecto legal, "a definição de quem é inelegível será do TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. "Somente ele [TSE] poderá enfrentar a questão desta interpretação", defendeu Eduardo.

No que diz respeito à sua forma de fazer política, o secretário afirmou que nunca decepcionou o Estado em suas passagens por diversos cargos públicos. "Tenho uma história, trato a todos com humildade e educação. Recebo prefeitos de todos os partidos e busco fazer bem as relações institucionais com os poderes, imprensa, deputados e sociedade civil", disse.

Para ele, o fato de ser filho e companheiro do governador Siqueira Campos o faz também "de alvo de muitas maldades, de inveja e ciúmes".

Confira a seguir a íntegra da entrevista do secretário:

1. Em uma semana, a bancada do governo na Assembleia já tem como praticamente certas três baixas. O deputado Freire Júnior, que rompeu com o Palácio, o deputado Marcelo Lelis, que, visivelmente insatisfeito, diz que deve tornar o PV independente, e também o deputado Raimundo Palito, que afirma que passará a votar com mais independência. O que está ocorrendo na relação do governo com sua bancada? Realmente existem emendas de parlamentares que são proibidas de serem liberadas?

Eduardo Siqueira Campos - 
É uma característica dos parlamentos movimentações políticas em várias direções. O fato é que me esforço para respeitar cada parlamentar e compreendo as críticas construtivas e insatisfações no Parlamento. Não vou rotular as posições dos parlamentares, mas continuo perseguindo o objetivo de dar estabilidade política e administrativa ao Executivo.

Conseguimos aprovar as matérias importantes que tramitaram na Assembleia, é o que interesssa.

Não vou falar em maioria e nem minoria para não gerar qualquer mal entendido, o importante é aprovarmos as medidas enviadas à Casa de Leis.

Quanto às emendas parlamentares, seguimos o mesmo critério que o governo federal utiliza para as suas liberações.

É comum assistir falas dos nossos congressistas, pregando uma boa relação com o governo federal ao anunciarem que, bem relacionados, trazem bons resultados para o Tocantins.

É fato!

Os deputados que se identificam e se relacionam bem com o governo estadual, também conseguem mais beneficios para as suas iniciativas. O próprio deputado não segue seus critérios discricionários para escolher onde vai utilizar sua emenda? O governo tambem tem seus critérios para a sua liberação.

2. Na crise do PMDB, a preocupação da ala que se chama de "autêntica" é que o presidente, deputado federal Júnior Coimbra, leve o partido a apoiar a candidatura do Palácio em 2014. O sr. deseja ter o PMDB como aliado nas eleições do governo do ano que vem? E já conversou com Coimbra sobre esse assunto?

Fizemos coligações nas eleições 2012 em diversos municípios do Tocantins, inclusive com o PMDB.

Essas coligações se deram sem a troca de cargos, barganhas ou favorecimento. Coligação é isso, juntar forças e buscar a vitória eleitoral.

Assim aconteceu em Araguaina, e ainda permance a relação que tornou a gestão do [prefeito] Ronaldo Dimas [PR] numa grande coalizão.

O mesmo ocorreu em Gurupi, Paraíso e em outras cidades.

O PSDB apoiou a candidatura do governo Moisés Avelino e creio que deu a sua contribuição. O PSDB fez coligação com o prefeito [José] Santana, do PT, em Colinas.

Não vejo como criticar a coligação de Palmas.

Se não deu certo o resultado, isto já faz parte da história. Cada um interpreta como quiser.

Hoje o líder do prefeito na Câmara Municipal é um verador do PMDB [Joel Borges].

O PMDB atravessa um momento de decisões e não me cabe interferir em questões internas do partido.

Os autênticos do PMDB sabem quem usou o palanque do partido para se eleger, deixou o partido para ser governo e voltou ao PMDB apenas quando precisou da legenda.

Considero o prefeito Moisés Avelino, um integrante do PMDB autêntico. Ele sempre tomou as posições com clareza e transparência.

Não me cabe interferir nas eleições que definirão os rumos do partido.

Tambem não ajuda o Tocantins antecipar o processo eleitoral de 2014, mas todo e qualquer candidato lutará para ter o apoio do PMDB, ou não?

Seguirei com serenidade, buscando resgatar o nossos compromissos e encerrar bem o quarto mandato do governador Siqueira Campos.

Tenho uma relação respeitosa com o deputado Júnior Coimbra e nos entendemos apenas para processo eleitoral de 2012.

Sigo com uma relação respeitosa com inúmeros prefeitos e deputados do partido.

3. Na entrevista ao CT, o deputado Freire Júnior disse que o sr. está inelegível ou por causa do parágrafo 7º do artigo 14 da Constituição Federal, que fala que parentes consanguíneos até o segundo grau não podem ser candidato, ou por sua forma de fazer política? Como o sr. avalia essa questão legal e como vê a crítica à sua forma de fazer política?

A definição de quem é inelegível será do TSE. Somente ele poderá enfrentar a questão desta interpretação.

Quanto a maneira de eu fazer política, eu só posso dizer que da minha passagem pela Câmara dos Deputados, onde fui líder e honrei os dois mandatos de deputado federal que o povo do Tocantins me concedeu, que contínuo a mesmo cidadão, pai e homem público.

Busco evoluir, amadurecer e aprender com cada fato político.

Estive no plenário na votação do impeachment (1992) com posição clara e definida.

De lá saí para ser o primeiro prefeito eleito de Palmas e não decepcionei.

A cidade até hoje relembra as grandes realizações que promovi.

De lá para o mandato do senado, permaneci o mesmo Eduardo determinado, preocupado em destacar o Tocantins com a minha atuação.

Fui vice-presidente da Casa e não desapontei o Tocantins, nem o Brasil.

Tenho uma história, trato a todos com humildade e educação. Recebo prefeitos de todos os partidos e busco fazer bem as relações institucionais com os poderes, imprensa, deputados e sociedade civil.

Com certeza, o fato de ser filho e companheiro do governador Siqueira Campos me faz também de alvo de muitas maldades, de inveja e ciúmes.

Encaro com naturalidade e digo como sou um homem conciliado com a dor, com Deus e com a vida.

Tenho noção da História e me orgulho dos avanços que ajudei a conquistar, sabendo dos desafios que terei que enfrentar.

Tenho o direito se sonhar, assim como a obrigação de dar o melhor de mim para ajudar essa administração.

O futuro a Deus pertence. Confio no julgamento do povo e nos desígnios de Deus para a minha vida.  

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