Lelis quer tirar o PV da base do governo na Assembleia para torná-lo independente: "Acho que é a posição mais interessante"
O parlamentar explicou que o partido chegou ao momento de encontrar o próprio caminho, de desenvolver um projeto próprio. "Mas esta é uma decisão coletiva", ressaltou.
O passado levou à nova postura
Sobre uma possível insatisfação com o Palácio Araguaia, o deputado explicou que não quer "olhar para o passado, para trás, para as eleições municipais". Mas admitiu que o passado contribuiu para esta decisão do PV de se tornar independente. "Perfeitamente, o que ocorreu lá atrás nos fez caminhar para este posicionamento", ponderou.
Sobre a informação de que a liberação de suas emendas estaria vetada pela cúpula do governo Siqueira Campos (PSDB), como afirmou o deputado estadual Freire Júnior, Lelis disse que chegou agora de viagem e não tem ainda informação sobre o episódio. Conforme Freire, quem teria dito isso foi o sub-secretário de Relações Institucionais, Nelson Torezani, ao prefeito de Fortaleza do Tabocão, Flávio Soares (PSD), e a um assessor do parlamentar tucano. Também estaria vetada a liberação de emendas do próprio Freire e de Luana Ribeiro (PR), que confirmou ao CT que ouviu isso do prefeito Flávio Soares.
As coisas vão mudar
Lelis disse que conversou rapidamente com Freire, porque o tucano está em viagem. "Amanhã [esta terça-feira, 11] conversaremos melhor sobre o assunto", disse o deputado do PV. Contudo, ele explicou que tem a clara noção de que, com o PV independente, o tratamento que vai receber passará a ser outro. "Não quero dar valor a esse tema [o governo proibir a liberação de suas emendas]. Porque, se amanhã o partido estiver independente, não adianta achar que as coisas vão ser exatamente iguais, porque não vão ser", ponderou o parlamentar.
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