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terça-feira, 18 de junho de 2013

O PIOR TIPO DE REPRESENTANTE QUE O POVO DO TOCANTINS PODE TER

Novo presidente da UVT diz que entidade foi "quase dizimada" e que vai mexer em "vespeiros"

vereador de Tocantinópolis Elson Ribeiro (PPS) é o novo presidente da União dos Vereadores do Tocantins (UVT). Elson disse que está assumindo uma entidade que, segundo ele, foi praticamente destruída pelos seus antecessores. "A UVT foi quase dizimada. Estamos agora com 43 câmaras filiadas, mas não tínhamos nenhuma no início do ano, e queremos chegar a 90 em dezembro", contou o vereador.

Ele avaliou que o principal desafio da UVT neste momento é fortalecer seu maior capital político, isto é, o número de filiados. As 139 câmaras do Tocantins contam com 1.307 vereadores. "É esse capital político que buscamos para nos fortalecer", afirmou Elson.

O novo presidente disse que os antecessores "só usaram a instituição para seus projetos políticos pessoais", o que, para ele, fez a UVT perder espaço e crédito diante da sociedade.

Parcerias

Elson afirmou que um dos maiores problemas enfrentados pelos vereadores hoje é a falta de capacitação técnica para o exercício da legislatura. "Coisas básicas, por exemplo, como se faz e o que é um projeto de resolução, um requerimento." O presidente disse que não vai organizar cursos na UVT, mas quer levar a instituição para dentro das câmaras para qualificação dos vereadores.

O parlamentar disse ainda que quer buscar parcerias com Assembleia Legislastiva, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas do Estado (TCE). Com este último órgão, Elson contou que pretende fazer uma boa conversa sobre o processo de auditorias e envio de contas para votação na Câmara. "Os vereadores são fiscais e o TCE só faz o controle, assim, queremos ter acesso à tramitação das contas do município, o que não acontece hoje. Não queremos que os pareceres cheguem até nós e nos peguem despreparados. Por conhecermos profundamente as nossas cidades, acho que podemos ser melhor parceiros do TCE do que o MPE", defendeu o parlamentar.

Colocar a mão no vespeiro

Ele afirmou que pretende mexer em alguns "vespeiros". Um deles é sobre a contratação de contadores. Élson defendeu que pequenos municípios não têm necessidade de contratar contador como acontece atualmente, com valores que variam de R$ 2,5 mil a mais de R$ 5 mil. "Para uma câmara que tem um orçamento mensal de R$ 30 mil, é um absurdo e absolutamente desnecessário", garantiu.

Outro vespeiro é a contratação de assessor jurídico. Segundo o vereador, em muitas câmaras, o assessor não faz mais do que copiar o Regimento Interno. "Está tudo lá, como funciona uma comissão e outros pontos. Para quê a câmara é obrigada a contratar um assessor jurídico por R$ 5 mil?", questionou.

O presidente da UVT disse que as exceções, tanto para a contratação de contador quanto de assessor jurídico, são para os casos de câmaras maiores. "Elas são mais complexas", justificou.

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