Novo presidente da UVT diz que entidade foi "quase dizimada" e que vai mexer em "vespeiros"
Ele avaliou que o principal desafio da UVT neste momento é fortalecer seu maior capital político, isto é, o número de filiados. As 139 câmaras do Tocantins contam com 1.307 vereadores. "É esse capital político que buscamos para nos fortalecer", afirmou Elson.
O novo presidente disse que os antecessores "só usaram a instituição para seus projetos políticos pessoais", o que, para ele, fez a UVT perder espaço e crédito diante da sociedade.
Parcerias
Elson afirmou que um dos maiores problemas enfrentados pelos vereadores hoje é a falta de capacitação técnica para o exercício da legislatura. "Coisas básicas, por exemplo, como se faz e o que é um projeto de resolução, um requerimento." O presidente disse que não vai organizar cursos na UVT, mas quer levar a instituição para dentro das câmaras para qualificação dos vereadores.
O parlamentar disse ainda que quer buscar parcerias com Assembleia Legislastiva, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas do Estado (TCE). Com este último órgão, Elson contou que pretende fazer uma boa conversa sobre o processo de auditorias e envio de contas para votação na Câmara. "Os vereadores são fiscais e o TCE só faz o controle, assim, queremos ter acesso à tramitação das contas do município, o que não acontece hoje. Não queremos que os pareceres cheguem até nós e nos peguem despreparados. Por conhecermos profundamente as nossas cidades, acho que podemos ser melhor parceiros do TCE do que o MPE", defendeu o parlamentar.
Colocar a mão no vespeiro
Ele afirmou que pretende mexer em alguns "vespeiros". Um deles é sobre a contratação de contadores. Élson defendeu que pequenos municípios não têm necessidade de contratar contador como acontece atualmente, com valores que variam de R$ 2,5 mil a mais de R$ 5 mil. "Para uma câmara que tem um orçamento mensal de R$ 30 mil, é um absurdo e absolutamente desnecessário", garantiu.
Outro vespeiro é a contratação de assessor jurídico. Segundo o vereador, em muitas câmaras, o assessor não faz mais do que copiar o Regimento Interno. "Está tudo lá, como funciona uma comissão e outros pontos. Para quê a câmara é obrigada a contratar um assessor jurídico por R$ 5 mil?", questionou.
O presidente da UVT disse que as exceções, tanto para a contratação de contador quanto de assessor jurídico, são para os casos de câmaras maiores. "Elas são mais complexas", justificou.
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