Para tucanos, Freire Júnior provocou o rompimento insistindo numa candidutura que já sabia impossível
| Foto: Divulgação/Assembleia |
Fontes tucanas dizem que Freire sabia que jamais o governador Siqueira Campos (PSDB) e o secretário de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos, permitiriam que o comando do PSDB fosse parar nas mãos dele, um ex-peemedebista e talvez o mais implacável adversário que a família Siqueira Campos enfrentou em sua trajetória política.
Para os tucanos, prova de que sabia que sua intenção de presidir o PSDB não prosperaria está no fato de que o próprio Freire admitiu na entrevista ao CT que desde agosto do ano passado não conversa com Eduardo Siqueira.
Dessa forma, dizem esses tucanos, Freire criou uma válvula de escape do PSDB, uma espécie de salvo-conduto para se retirar do partido e poder garantir uma situação legal para buscar nova legenda. Porque, se não fizesse isso, era muito provável que sequer teria partido para disputar as eleições de 2014.
De volta ao PMDB?
Há quem garanta que Freire Júnior deve voltar para o PMDB, partido de onde saiu em 2005, brigado com a cúpula. O deputado não confirma e nem desmente. Muito pelo contrário. Sua futuro partidário deve ser resolvido nos próximos dias, depois de conversas com a direção nacional do PSDB.
Os preferidos do governo
Ainda na entrevista ao CT de sexta-feira, 7, Freire afirmou que Siqueira e Eduardo têm se negado a liberar emendas para os mesmos deputados - ele, Luana Ribeiro (PR) e Marcelo Lelis (PV) - que subiram no palanque do governador em 2010 para elegê-lo. Mas agora, reclamou, o Palácio está privilegiando os deputados que subiram no palanque do ex-governador Carlos Gaguim (PMDB) naquela eleição. "Quem tem prestígio com eles são Iderval Silva [PMDB], Vilmar de Detran [PMDB] e Sandoval Cardoso [PSD]. Esses são os preferidos do governo", disse Freire.
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